“Observava a professora de historia ,“A Europa vai começar a se reconstruir e os Estados Unidos...”,uma mulher branca entre os 40 e 50 anos,cabelos cortados a moda e tingidos de castanho, a testa franzida de concentração ,pele caindo lentamente em torno dos olhos apertados ;provavelmente usa uma dentadura dentro da boca de lábios muitíssimo finos (quase inexistentes) sobre um queixo inúmeras marcas de expressão profundas e a pele do pescoço flácida.
“Não quero ficar assim.”pensava a garota que enganava a todos rabiscando este texto no caderno que ela não escolhera para si mesma.
“Não quero ver meu corpo se decompor dessa forma.” Não apenas por uma questão estética ;no vídeo anterior a aula o homem grisalho disse : “Confie em si mesmo,tome boas decisões para o seu futuro sucesso...quem decide pode errar . quem não decide já errou.”
“Eu decido não viver .” pensou ela,em seu dialogo com a multidão no interior da sua cabeça, “Seria uma decisão errada?...apenas para o homem na TV e para todas as outras (seriam 30?) pessoas a sua volta e quem sabe para os seres tão individualmente iguais lá fora no pátio ou para os cristãos ,ateus e neo-pagãos nas ruas da cidade.Quem não tentaria impedir alguém de se matar?quem que se julgue normal ,sadio e são, em qualquer parte,não gostaria de obter o ônus de ter “ajudado” uma pobre alma? Este mundo esta cheio de estranhos “bons samaritanos” buscando no ato de uma suposta ajuda; a calma ou a salvação. Esta ultima em todos os casos, mesmo para aqueles que negam, em vista que o dito cristianismo e sua repugnante instituição implantaram,ao longo dos séculos,nesses pobres seres humanos as idéias de mal, de pecado e de consciência que aterrorizam e enlouquecem ate as mentes mais aguçadas –as que não crêem neste ridículo e que ainda assim um dia no fim da vida dirão :”Deus!” e clamarão por serem salvas do grande nada de que é constituído todo o seu saco dos pecados terrenos que, acham, terão de carregar para a deturpada consciência eterna. Mesmo eu que agora os critico um dia repetirei exatamente o que disse antes “Deus!”,direi desesperada,me desprezando depois por isso e pela velha que me observará no espelho neste dia; sentirei NOJO da minha carne podre e INVEJA do tempo que não envelhece,de todas as horas que não acabam com seu acumulo eterno de zombarias a esta pobre humanidade leprosa e capenga,porem orgulhosa do que sempre acha que sabe,cujos enganos lhe valem sempre um pedaço da alma (da consciência comum).
“ Por isso eu quero morrer,mas você provavelmente ainda não conseguiu entender nada.
“È exatamente isso que não te deixa compreender os muitos motivos psicofísicos que me levam a tentar o suicídio silencioso. Não quero a tua vida de futuros nem o peso dos acertos e erros. Por que,afinal,para este século todas as coisas parecem maçantes e todas as felicidades e satisfações são aborrecidas? Por que tem de haver sempre a falsa sensação de dever cumprido e que mesmo assim ainda dá para sentir que faltou fazer alguma coisa,que alguma coisa ficou esquecida,...,(como o que estes três pontos transmitem),é a sensação de que ainda se pode fazer alguma coisa....ou de que algo ficou por fazer...”
“A Europa nunca foi a mesma e até hoje a negligência deste passado de absurdo e exploração talvez pese sobre ...” continuou a professora , com as mesmas rugas o mesmo óculos o mesmo cabelo e roupas tentando lutar contra o tempo, tentando acompanhar os mais jovens que hoje (no tempo que dizem ser seu) a menosprezam por essa atitude e a ridicularizam pelo mesmo motivo e que um dia seguirão o seu exemplo e tentarão acompanhar os mais jovens, em épocas que já não serão consideradas suas , provando que o homem corre atrás do tempo,tenta se encaixar á época.
“Isso torna o desejo de não continuar errado? Isso me torna uma pessoa errada? Essa é uma decisão que de fato vá se encaixar no conceito atual de felicidade que coloca todas as pessoas no mesmo saco (ou elas é que querem estar?) e as faz aceitar essa mesma mortalha e esses mesmos erros e estes mesmos resultados “fortuitos” e essa mesma corrida contra a eternidade?”
“A África tenta se recuperar com o reforço da ajuda humanitária...”
O sinal toca para anunciar a próxima aula...
“Sem orgulho ou presunção , ela decide não assistir.”
Deise S. Sousa 16 e 17 de maio de 2008 ,14:55
Um texto que trata do que muitos consideram pecado,do que outros consideram egoísmo,do que alguns consideram desperdício.
Por agora eu recomendo, aqueles que pretendem ler ou que já leram, a seguinte “verdade” (colhida por mim nos campos elísios que são os provedores eternos destas e de todas as outras verdades que não cabem,de uma só vez, se reunidas, nas folhas de papel nem na limitada capacidade de assimilação e respeito que possuímos nós humanos):
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quinta-feira, 24 de julho de 2008
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
Eu estava com muito,muito sono
e não esperava que alguém me viesse acordar
eu estava perdida em um sonho
e senti uma dor o meu peito transbordar
eu estava dormindo
mas a tua mão quente e rosada
e o sabor dos teus lábios
me trouxeram de volta
para que eu visse a tua pele sob o brilho da lua
para que eu ouça o meu nome pro ti sussurrado
enfim
para despertar nos teus braços.
e não esperava que alguém me viesse acordar
eu estava perdida em um sonho
e senti uma dor o meu peito transbordar
eu estava dormindo
mas a tua mão quente e rosada
e o sabor dos teus lábios
me trouxeram de volta
para que eu visse a tua pele sob o brilho da lua
para que eu ouça o meu nome pro ti sussurrado
enfim
para despertar nos teus braços.
terça-feira, 6 de novembro de 2007
Espelho de Ojesed
"Reflete a imagem descascada
este espelho que transborda
a verdade que eu quero ver
aquela que só a mim convém saber
aquela que ninguém consegue imaginar
quando me vê atravessar a velha moldura dos meus poucos anos
sofrendo por mim mesma
remeto aos meus velhos enganos
dos quais não me arrependo mais
por que não tenho mais tempo
e se o tivesse
não o perderia me arrependendo."
05-11-2007 Por mim mesma.
este espelho que transborda
a verdade que eu quero ver
aquela que só a mim convém saber
aquela que ninguém consegue imaginar
quando me vê atravessar a velha moldura dos meus poucos anos
sofrendo por mim mesma
remeto aos meus velhos enganos
dos quais não me arrependo mais
por que não tenho mais tempo
e se o tivesse
não o perderia me arrependendo."
05-11-2007 Por mim mesma.
sexta-feira, 28 de setembro de 2007
Um conto III
"Era final de outubro, aos poucos o tempo ia ficando mais ameno,estva na praça que eu mesma nomeara;"praça do lixo" , por ser o local mais afastado e abandonado de Neverland- longe da sofisticação e suntuosidade do resto da cidade, era onde ninguem nunca ia,nem no dia de finados, quando as pessoas davam a volta no cemiterio para entrar pelo outro portão sem ter de atravessar aquela paisagem macabra,do abandono.
Eu ao contrario dos vinte mil habitantes da cidade, gostava de lá, era um lugar calmo onde o sol quase nunca tocava o chão por conta das arvores muito altas de troncos grossos e enegrecidos pelo tempo. Deslocadas. Assim como eu tambem me sentia- perdida em alguma parte da historia que a humanidade esquecera de contar a seus filhos...mas nada disso fazia diferença.
Estava lendo,"Os sofrimntos do jovem Werther", naquela noite, quando decidi parar um pouco, respirei fndo e fechei os olhos, senti o vento suave no rosto, isso era prazeroso se comparado ao que eu sentia durante o dia enquanto tentava não ouvir todas as irritantes vozes da minha vida, cheias de sentimentos odiosos,fingindo sempre compaixão e decisão, tão cegas...tão miseráveis...
Enquanto ouvia o farfalhar das folhas sob a brisa da noite, abri novamente os olhos.Foi quando a luz ,do antigo lampião sob o qual eu estava sentada, oscilou;foi quando o vi pela primeira vez, agachado diante de mim um garoto vestido de verde e preto- as roupas pareciam maiores que ele-, o cabelo desarrumado na altura dos ombros, uma mecha caindo por cima de um dos olhos verdes que me encararam por algum tempo.
Senti medo e curiosidade ao mesmo tempo,tive vontade de correr dali, mas ele estava tão proximo e era tão... magnético.Nem sequer pisquei.
Ele estendeu sua mão e tocou o meu rosto,estava muito fria, mas eu não consegui falar nada.
-Saphire...-disse calmamente- Seus olhos sõ como os meus...tão tristes.- sua voz era indescritível,senti-me tão bem porem tão inferior.
Reuni forças para falar (minha voz saiu quase um sussuro);
-Você vem de lá?-olhei na direção do velho cemitério, ele tamnem o fez.
-Pode ser-disse ele-não me cabe a exatidão dessa resposta.
-Ent--
-Psiu-ele me fez cilenciar.
Ofereceu-sua mão e se levantou, devia ter a minha altura mas ao me levantar senti-me pequena.
(CONTINUA DEPOIS) DESCULPEM OS ERROS
continuação...
.Fechou meus olhos e abraçou-me.
-Ah.-suspirou-por que deveras triste é a vida,tão complicada a fazem os humanos. São carrascos deles mesmos...
*******************************************************************
Abri os olhos e estava claro, o dia havia raiado."Ondes estou?"
pensei, sentei-me e olhei a minha volta, estava numa cama enorme num quarto circular com janelas grandes das quais emanava luz do sol; botei a mão na cabeça e senti meus cabelos curtos, desesperada levantei e corri ate o primeiro espelho que vi.
Aquele reflexo não era o meu-definitivamente-,era o do garoto. Um turbilhão de questinamentos invadiu minha mente.
Ergui a mão, o reflexo no espelho tambem o fez;toquei meu rosto, a mesma coisa.Antes que pudesse me assustar mais ainda uma dor forte penetrou minha cabeça como uma agulha gigante,apoiei-me no spelho e no momento seguinte uma enxurrada de lembranças dele invadiu a minha mente, no mesmo instante alguem bateu a porta.
-Já vou.-eu disse,nauseada e assustada com a "voz nova".
-Troque de roupa e desça para tomar café.-disse a mesma voz feminina que me chamara.
-Sim.-respondi.
A dor logo passou junto com a sensação ruim, mas algo péssimo estava para acontecer, no fundo eu tinha certeza.
Fui ao banheiro,tomar um banho e a estranhesa das sensações de um corpo masculino logo se revelou, logo depois de escovar os dentes fui trocar de roupa,foi a primeira vez que senti algo "dele", percebi que ele sentia um enorme despreso pela vida que levava.
Depois de limpa e arrumada tentei achar a cozinha da mansão onde estava,até que alguem chamou o nome dele,
-Sr. Edward.-foi o que ouvi, ao me virar deparei-me com uma camareira muito bem vestida e sorridente. -Já estava terminando de servir a mesa senhor.Queira me acompanhar.-disse ela, na mesma voz que me chamara no quarto.
Eu a segui por onde ela ia até a minha visão se expandir para um enorme salão de jantar onde uma mesa igualmente enorme estava sendo servida pela camareira num unico lugar.
(termino depois o tempo acabou^^)
"Era final de outubro, aos poucos o tempo ia ficando mais ameno,estva na praça que eu mesma nomeara;"praça do lixo" , por ser o local mais afastado e abandonado de Neverland- longe da sofisticação e suntuosidade do resto da cidade, era onde ninguem nunca ia,nem no dia de finados, quando as pessoas davam a volta no cemiterio para entrar pelo outro portão sem ter de atravessar aquela paisagem macabra,do abandono.
Eu ao contrario dos vinte mil habitantes da cidade, gostava de lá, era um lugar calmo onde o sol quase nunca tocava o chão por conta das arvores muito altas de troncos grossos e enegrecidos pelo tempo. Deslocadas. Assim como eu tambem me sentia- perdida em alguma parte da historia que a humanidade esquecera de contar a seus filhos...mas nada disso fazia diferença.
Estava lendo,"Os sofrimntos do jovem Werther", naquela noite, quando decidi parar um pouco, respirei fndo e fechei os olhos, senti o vento suave no rosto, isso era prazeroso se comparado ao que eu sentia durante o dia enquanto tentava não ouvir todas as irritantes vozes da minha vida, cheias de sentimentos odiosos,fingindo sempre compaixão e decisão, tão cegas...tão miseráveis...
Enquanto ouvia o farfalhar das folhas sob a brisa da noite, abri novamente os olhos.Foi quando a luz ,do antigo lampião sob o qual eu estava sentada, oscilou;foi quando o vi pela primeira vez, agachado diante de mim um garoto vestido de verde e preto- as roupas pareciam maiores que ele-, o cabelo desarrumado na altura dos ombros, uma mecha caindo por cima de um dos olhos verdes que me encararam por algum tempo.
Senti medo e curiosidade ao mesmo tempo,tive vontade de correr dali, mas ele estava tão proximo e era tão... magnético.Nem sequer pisquei.
Ele estendeu sua mão e tocou o meu rosto,estava muito fria, mas eu não consegui falar nada.
-Saphire...-disse calmamente- Seus olhos sõ como os meus...tão tristes.- sua voz era indescritível,senti-me tão bem porem tão inferior.
Reuni forças para falar (minha voz saiu quase um sussuro);
-Você vem de lá?-olhei na direção do velho cemitério, ele tamnem o fez.
-Pode ser-disse ele-não me cabe a exatidão dessa resposta.
-Ent--
-Psiu-ele me fez cilenciar.
Ofereceu-sua mão e se levantou, devia ter a minha altura mas ao me levantar senti-me pequena.
(CONTINUA DEPOIS) DESCULPEM OS ERROS
continuação...
.Fechou meus olhos e abraçou-me.
-Ah.-suspirou-por que deveras triste é a vida,tão complicada a fazem os humanos. São carrascos deles mesmos...
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Abri os olhos e estava claro, o dia havia raiado."Ondes estou?"
pensei, sentei-me e olhei a minha volta, estava numa cama enorme num quarto circular com janelas grandes das quais emanava luz do sol; botei a mão na cabeça e senti meus cabelos curtos, desesperada levantei e corri ate o primeiro espelho que vi.
Aquele reflexo não era o meu-definitivamente-,era o do garoto. Um turbilhão de questinamentos invadiu minha mente.
Ergui a mão, o reflexo no espelho tambem o fez;toquei meu rosto, a mesma coisa.Antes que pudesse me assustar mais ainda uma dor forte penetrou minha cabeça como uma agulha gigante,apoiei-me no spelho e no momento seguinte uma enxurrada de lembranças dele invadiu a minha mente, no mesmo instante alguem bateu a porta.
-Já vou.-eu disse,nauseada e assustada com a "voz nova".
-Troque de roupa e desça para tomar café.-disse a mesma voz feminina que me chamara.
-Sim.-respondi.
A dor logo passou junto com a sensação ruim, mas algo péssimo estava para acontecer, no fundo eu tinha certeza.
Fui ao banheiro,tomar um banho e a estranhesa das sensações de um corpo masculino logo se revelou, logo depois de escovar os dentes fui trocar de roupa,foi a primeira vez que senti algo "dele", percebi que ele sentia um enorme despreso pela vida que levava.
Depois de limpa e arrumada tentei achar a cozinha da mansão onde estava,até que alguem chamou o nome dele,
-Sr. Edward.-foi o que ouvi, ao me virar deparei-me com uma camareira muito bem vestida e sorridente. -Já estava terminando de servir a mesa senhor.Queira me acompanhar.-disse ela, na mesma voz que me chamara no quarto.
Eu a segui por onde ela ia até a minha visão se expandir para um enorme salão de jantar onde uma mesa igualmente enorme estava sendo servida pela camareira num unico lugar.
(termino depois o tempo acabou^^)
quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Um poema meu:
Hoje eu quero cortejar a morte
A beleza divina e a inercia decadente do ser homano
O sangue vermelho escoando pra fora do corpo
Os olhos vidrados como espelhos no escuro
A pele fraca a desfazer-se aos poucos
Cabelos e unhas crescendo numa ultma tentativa de vida
Em vão
Logo os vermes são atraidos pelo fino odor
Da carne podre
Antes tão valorizada,tão protegida
Agora degradada por seres inferiores...
O que é a superioridade humana
Se não nada diante da morte.
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