"estes foram os presentes inuteis
de um amor inutil
que só quer ver um sorriso;
nutrir um sentimento só um pouco cheio
no vazio do que lhe faz falta todo dia.
são presentes inuteis
e presenças descartáveis
que tentam ser algo de bom desse jeito inconsistente
sempre sempre
sem utilidade alguma
me parece que não adianta
fazer este esforço inutil
mas se inutil sou eu
não adianta portanto tentar e tentar
desse jeito que parece que eu nunca tentei
eu engoli a minha inutilidade hoje
e ainda sou tão inutil que não consigo aceitar"
Marqueritte A. 12.04.2010 segunda-feira
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segunda-feira, 12 de abril de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Olhe os meus olhos e veja o que (sou)
Olhe através deles e veja como
Cada segundo é um
Cada temor é um
Por vezes triste
Outras, feliz
Se eu pudesse abrir você
Se eu pudesse ser você
. . .
Eu ficaria imensamente triste
Porque ainda seria eu
Ameaçando tudo o que é você
Fazendo você tremer
Temer e tristeza que eu posso trazer
E toda a insegurança, e toda a incerteza, e toda a loucura
. . .
Se eu pudesse
Ser somente
Algo que eu não sei ser
Mais simples
Menos insegura
Se eu pudesse dizer que gosto de você
Sem medo de te machucar
Sem medo de afastar você
Só então
. . .
06-01-2010 (quarta-feira) 23:43hr pm
Olhe através deles e veja como
Cada segundo é um
Cada temor é um
Por vezes triste
Outras, feliz
Se eu pudesse abrir você
Se eu pudesse ser você
. . .
Eu ficaria imensamente triste
Porque ainda seria eu
Ameaçando tudo o que é você
Fazendo você tremer
Temer e tristeza que eu posso trazer
E toda a insegurança, e toda a incerteza, e toda a loucura
. . .
Se eu pudesse
Ser somente
Algo que eu não sei ser
Mais simples
Menos insegura
Se eu pudesse dizer que gosto de você
Sem medo de te machucar
Sem medo de afastar você
Só então
. . .
06-01-2010 (quarta-feira) 23:43hr pm
quarta-feira, 22 de abril de 2009
A muito não escrevo neste blog,
por imaginar que quase ninguem o leia ou por pensar que a minha escrita anda um pouco (muito) decadente ou ainda por não ter produzido mais nada (mentira, escrevi sim, menos do que antes mas escrevi) ... que preste (se é que algo aqui tem pretenção de "prestar").
Creio que foi mais por motivos psicológicos e temporais e emocionais ... enfim! Tambem sou humana (eu acho isso de vez em quando).
Não é uma promessa, o que vou dizer é só um plano:
Pretendo finalizar dois textos que não estão completos aqui; o primeiro é o conto que só me resta encontrar o original (essa é a parte dificil) que eu escrevi no papel e transcrever, o segundo é o texto que vem logo depois do conto que eu ainda tenho que reproduzir o pensamento de quando o criei (provavelmente interrompido por alguem, da mesma turma que eu na escola, com conversa fiada) - ou não - e tentar escrever algo na mesma linha de raciocínio, que não creio ter mudado muito.
Tambem escreverei mais.
É só isso por enquanto.
Se alguem ainda lê isso espero que não desista.
M.A. Di-lua
P.S.: Esse último comentário é especialmente direcionado.
por imaginar que quase ninguem o leia ou por pensar que a minha escrita anda um pouco (muito) decadente ou ainda por não ter produzido mais nada (mentira, escrevi sim, menos do que antes mas escrevi) ... que preste (se é que algo aqui tem pretenção de "prestar").
Creio que foi mais por motivos psicológicos e temporais e emocionais ... enfim! Tambem sou humana (eu acho isso de vez em quando).
Não é uma promessa, o que vou dizer é só um plano:
Pretendo finalizar dois textos que não estão completos aqui; o primeiro é o conto que só me resta encontrar o original (essa é a parte dificil) que eu escrevi no papel e transcrever, o segundo é o texto que vem logo depois do conto que eu ainda tenho que reproduzir o pensamento de quando o criei (provavelmente interrompido por alguem, da mesma turma que eu na escola, com conversa fiada) - ou não - e tentar escrever algo na mesma linha de raciocínio, que não creio ter mudado muito.
Tambem escreverei mais.
É só isso por enquanto.
Se alguem ainda lê isso espero que não desista.
M.A. Di-lua
P.S.: Esse último comentário é especialmente direcionado.
quinta-feira, 24 de julho de 2008
“Observava a professora de historia ,“A Europa vai começar a se reconstruir e os Estados Unidos...”,uma mulher branca entre os 40 e 50 anos,cabelos cortados a moda e tingidos de castanho, a testa franzida de concentração ,pele caindo lentamente em torno dos olhos apertados ;provavelmente usa uma dentadura dentro da boca de lábios muitíssimo finos (quase inexistentes) sobre um queixo inúmeras marcas de expressão profundas e a pele do pescoço flácida.
“Não quero ficar assim.”pensava a garota que enganava a todos rabiscando este texto no caderno que ela não escolhera para si mesma.
“Não quero ver meu corpo se decompor dessa forma.” Não apenas por uma questão estética ;no vídeo anterior a aula o homem grisalho disse : “Confie em si mesmo,tome boas decisões para o seu futuro sucesso...quem decide pode errar . quem não decide já errou.”
“Eu decido não viver .” pensou ela,em seu dialogo com a multidão no interior da sua cabeça, “Seria uma decisão errada?...apenas para o homem na TV e para todas as outras (seriam 30?) pessoas a sua volta e quem sabe para os seres tão individualmente iguais lá fora no pátio ou para os cristãos ,ateus e neo-pagãos nas ruas da cidade.Quem não tentaria impedir alguém de se matar?quem que se julgue normal ,sadio e são, em qualquer parte,não gostaria de obter o ônus de ter “ajudado” uma pobre alma? Este mundo esta cheio de estranhos “bons samaritanos” buscando no ato de uma suposta ajuda; a calma ou a salvação. Esta ultima em todos os casos, mesmo para aqueles que negam, em vista que o dito cristianismo e sua repugnante instituição implantaram,ao longo dos séculos,nesses pobres seres humanos as idéias de mal, de pecado e de consciência que aterrorizam e enlouquecem ate as mentes mais aguçadas –as que não crêem neste ridículo e que ainda assim um dia no fim da vida dirão :”Deus!” e clamarão por serem salvas do grande nada de que é constituído todo o seu saco dos pecados terrenos que, acham, terão de carregar para a deturpada consciência eterna. Mesmo eu que agora os critico um dia repetirei exatamente o que disse antes “Deus!”,direi desesperada,me desprezando depois por isso e pela velha que me observará no espelho neste dia; sentirei NOJO da minha carne podre e INVEJA do tempo que não envelhece,de todas as horas que não acabam com seu acumulo eterno de zombarias a esta pobre humanidade leprosa e capenga,porem orgulhosa do que sempre acha que sabe,cujos enganos lhe valem sempre um pedaço da alma (da consciência comum).
“ Por isso eu quero morrer,mas você provavelmente ainda não conseguiu entender nada.
“È exatamente isso que não te deixa compreender os muitos motivos psicofísicos que me levam a tentar o suicídio silencioso. Não quero a tua vida de futuros nem o peso dos acertos e erros. Por que,afinal,para este século todas as coisas parecem maçantes e todas as felicidades e satisfações são aborrecidas? Por que tem de haver sempre a falsa sensação de dever cumprido e que mesmo assim ainda dá para sentir que faltou fazer alguma coisa,que alguma coisa ficou esquecida,...,(como o que estes três pontos transmitem),é a sensação de que ainda se pode fazer alguma coisa....ou de que algo ficou por fazer...”
“A Europa nunca foi a mesma e até hoje a negligência deste passado de absurdo e exploração talvez pese sobre ...” continuou a professora , com as mesmas rugas o mesmo óculos o mesmo cabelo e roupas tentando lutar contra o tempo, tentando acompanhar os mais jovens que hoje (no tempo que dizem ser seu) a menosprezam por essa atitude e a ridicularizam pelo mesmo motivo e que um dia seguirão o seu exemplo e tentarão acompanhar os mais jovens, em épocas que já não serão consideradas suas , provando que o homem corre atrás do tempo,tenta se encaixar á época.
“Isso torna o desejo de não continuar errado? Isso me torna uma pessoa errada? Essa é uma decisão que de fato vá se encaixar no conceito atual de felicidade que coloca todas as pessoas no mesmo saco (ou elas é que querem estar?) e as faz aceitar essa mesma mortalha e esses mesmos erros e estes mesmos resultados “fortuitos” e essa mesma corrida contra a eternidade?”
“A África tenta se recuperar com o reforço da ajuda humanitária...”
O sinal toca para anunciar a próxima aula...
“Sem orgulho ou presunção , ela decide não assistir.”
Deise S. Sousa 16 e 17 de maio de 2008 ,14:55
Um texto que trata do que muitos consideram pecado,do que outros consideram egoísmo,do que alguns consideram desperdício.
Por agora eu recomendo, aqueles que pretendem ler ou que já leram, a seguinte “verdade” (colhida por mim nos campos elísios que são os provedores eternos destas e de todas as outras verdades que não cabem,de uma só vez, se reunidas, nas folhas de papel nem na limitada capacidade de assimilação e respeito que possuímos nós humanos):
“Não quero ficar assim.”pensava a garota que enganava a todos rabiscando este texto no caderno que ela não escolhera para si mesma.
“Não quero ver meu corpo se decompor dessa forma.” Não apenas por uma questão estética ;no vídeo anterior a aula o homem grisalho disse : “Confie em si mesmo,tome boas decisões para o seu futuro sucesso...quem decide pode errar . quem não decide já errou.”
“Eu decido não viver .” pensou ela,em seu dialogo com a multidão no interior da sua cabeça, “Seria uma decisão errada?...apenas para o homem na TV e para todas as outras (seriam 30?) pessoas a sua volta e quem sabe para os seres tão individualmente iguais lá fora no pátio ou para os cristãos ,ateus e neo-pagãos nas ruas da cidade.Quem não tentaria impedir alguém de se matar?quem que se julgue normal ,sadio e são, em qualquer parte,não gostaria de obter o ônus de ter “ajudado” uma pobre alma? Este mundo esta cheio de estranhos “bons samaritanos” buscando no ato de uma suposta ajuda; a calma ou a salvação. Esta ultima em todos os casos, mesmo para aqueles que negam, em vista que o dito cristianismo e sua repugnante instituição implantaram,ao longo dos séculos,nesses pobres seres humanos as idéias de mal, de pecado e de consciência que aterrorizam e enlouquecem ate as mentes mais aguçadas –as que não crêem neste ridículo e que ainda assim um dia no fim da vida dirão :”Deus!” e clamarão por serem salvas do grande nada de que é constituído todo o seu saco dos pecados terrenos que, acham, terão de carregar para a deturpada consciência eterna. Mesmo eu que agora os critico um dia repetirei exatamente o que disse antes “Deus!”,direi desesperada,me desprezando depois por isso e pela velha que me observará no espelho neste dia; sentirei NOJO da minha carne podre e INVEJA do tempo que não envelhece,de todas as horas que não acabam com seu acumulo eterno de zombarias a esta pobre humanidade leprosa e capenga,porem orgulhosa do que sempre acha que sabe,cujos enganos lhe valem sempre um pedaço da alma (da consciência comum).
“ Por isso eu quero morrer,mas você provavelmente ainda não conseguiu entender nada.
“È exatamente isso que não te deixa compreender os muitos motivos psicofísicos que me levam a tentar o suicídio silencioso. Não quero a tua vida de futuros nem o peso dos acertos e erros. Por que,afinal,para este século todas as coisas parecem maçantes e todas as felicidades e satisfações são aborrecidas? Por que tem de haver sempre a falsa sensação de dever cumprido e que mesmo assim ainda dá para sentir que faltou fazer alguma coisa,que alguma coisa ficou esquecida,...,(como o que estes três pontos transmitem),é a sensação de que ainda se pode fazer alguma coisa....ou de que algo ficou por fazer...”
“A Europa nunca foi a mesma e até hoje a negligência deste passado de absurdo e exploração talvez pese sobre ...” continuou a professora , com as mesmas rugas o mesmo óculos o mesmo cabelo e roupas tentando lutar contra o tempo, tentando acompanhar os mais jovens que hoje (no tempo que dizem ser seu) a menosprezam por essa atitude e a ridicularizam pelo mesmo motivo e que um dia seguirão o seu exemplo e tentarão acompanhar os mais jovens, em épocas que já não serão consideradas suas , provando que o homem corre atrás do tempo,tenta se encaixar á época.
“Isso torna o desejo de não continuar errado? Isso me torna uma pessoa errada? Essa é uma decisão que de fato vá se encaixar no conceito atual de felicidade que coloca todas as pessoas no mesmo saco (ou elas é que querem estar?) e as faz aceitar essa mesma mortalha e esses mesmos erros e estes mesmos resultados “fortuitos” e essa mesma corrida contra a eternidade?”
“A África tenta se recuperar com o reforço da ajuda humanitária...”
O sinal toca para anunciar a próxima aula...
“Sem orgulho ou presunção , ela decide não assistir.”
Deise S. Sousa 16 e 17 de maio de 2008 ,14:55
Um texto que trata do que muitos consideram pecado,do que outros consideram egoísmo,do que alguns consideram desperdício.
Por agora eu recomendo, aqueles que pretendem ler ou que já leram, a seguinte “verdade” (colhida por mim nos campos elísios que são os provedores eternos destas e de todas as outras verdades que não cabem,de uma só vez, se reunidas, nas folhas de papel nem na limitada capacidade de assimilação e respeito que possuímos nós humanos):
terça-feira, 1 de julho de 2008
segunda-feira, 2 de junho de 2008
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